Governo de Angola recebe mais de 60 propostas para a construção de refinarias

2 February 2018

A comissão criada pelo governo de Angola para analisar as propostas técnicas, económicas e financeiras para a construção de refinarias no país recebeu 63 propostas da parte de empresas tanto nacionais como estrangeiras, informou a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) em comunicado divulgado quinta-feira em Luanda.

O comunicado informa ainda ter-se a comissão reunido quarta-feira na sede da Sonangol, em Luanda, com representantes das empresas interessadas em investir no sector da refinação de petróleo, para a definição de um alinhamento e a apresentação do conjunto de procedimentos a observar por parte das entidades interessadas.

A decisão governamental que esteve na base do lançamento do concurso para a construção de refinarias em Cabinda e no Lobito teve em consideração o facto da actual produção de refinados no país, pela Refinaria de Luanda, representar apenas 20% das necessidades do mercado.

Outro factor que concorreu para o lançamento do concurso tem a ver com os custos elevados para Angola com a importação de 80% dos produtos refinados de petróleo e a existência de iniciativas, já em fase de materialização, caso da construção de uma refinaria no Lobito, pela Sonangol.

A efectivação dos projectos levará à construção de uma refinaria no Lobito, até 2022, com a capacidade de processar até 200 mil barris de petróleo/dia e outra em Cabinda com capacidade por definir, mediante estudos.

O comunicado adianta ter a Sonangol entretanto a Sonangol assinado um contracto com a petrolífera italiana ENI para a optimização da refinaria de Luanda, no prazo de 24 meses, que lhe permitirá um processamento de petróleo superior à sua actual capacidade nominal de 65 mil barris/dia.

Estes projectos visam tornar Angola auto-suficiente em matéria de produção de refinados, estancar a exportação de divisas com a importação destes produtos, agregar valor às ramas angolanas, criar condições para o desenvolvimento da indústria petroquímica, com potencial de se tornar âncora para o desenvolvimento de um vasto leque da actividade industrial nacional, arrecadar divisas através da exportação de excedentes para os mercados regionais e não só, promover o conteúdo local em matérias-primas e a criação de emprego, entre outros.

As empresas interessadas poderão melhorar as suas propostas, de acordo com as informações e critérios que foram apresentados pela comissão, até ao próximo dia 10 de Fevereiro corrente, e deverão, entre outros aspectos, evidenciar comprovada capacidade técnico-operacional, experiência no sector da refinação e capacidade e idoneidade financeira. (Macauhub)

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