Governo de Moçambique negoceia reinício das obras da barragem de Moamba-Major

8 February 2018

O governo de Moçambique está a negociar com três empresas internacionais a conclusão das obras da barragem de Moamba-Major, na província de Maputo, disse o director nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH), Messias Macie, ao matutino Notícias, de Maputo.

A construção desta barragem no rio Incómati ficou suspensa na sequência do caso de corrupção no Brasil conhecido por “Lava Jacto”, que envolveu diversas empresas de construção civil, caso da Andrade Gutierrez, que funcionava como empreiteiro nesta obra.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social anunciou em Outubro de 2016 a suspensão do financiamento de 25 projectos executados por empresas brasileiras em países estrangeiros, em que se incluíam Angola e Moçambique.

Dias mais tarde, o embaixador do Brasil em Moçambique, Rodrigo Soares, disse que o seu país iria honrar a promessa de financiar a construção da barragem de Moamba-Major, apesar dos projectos brasileiros em Moçambique e outros países estarem a ser reavaliados.

Messias Macie disse agora ao Notícias que o governo vai concluir rapidamente a avaliação das propostas e dar os passos necessários para que as obras, “que se encontram paralisadas devido à falta de comparticipação do governo moçambicano no custo do empreendimento, no valor de 200 milhões de dólares”, sejam retomadas.

A barragem de Moamba-Major, cuja primeira pedra foi lançada em 2014, terá capacidade para armazenar 760 milhões de metros cúbicos de água, controlar o fluxo do rio Incomáti, aumentar o abastecimento de água às cidades de Maputo, Matola e Ressano Garcia e ter uma central para produzir 15 megawatts de energia eléctrica.

A construção desta barragem tinha um custo estimado em 466 milhões de dólares, sendo que o Brasil havia prometido disponibilizar 320 milhões de dólares. (Macauhub)

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