Brasil sugere percurso alternativo para a Ferrovia Transoceânica

9 February 2018

Uma comissão liderada pelo Ministério dos Transportes examinou o estudo elaborado por técnicos chineses para a construção de uma linha de caminho-de-ferro entre os oceanos Atlântico e Pacífico e sugeriu um percurso alternativo ao proposto, disse o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão do Brasil.

Jorge Arbache disse à agência noticiosa Xinhua que o estudo efectuado pela empresa China Railway Engineering Corporation (CREC), cujo percurso atravessava o Estado brasileiro do Acre e terminava na costa norte do Peru, levantava dúvidas quanto à sua viabilidade económica.

Um percurso alternativo, igualmente sugerido pela CREC, seria ainda mais complicado, uma vez que tinha de atravessar a cordilheira dos Andes e uma reserva natural no Peru, não sendo ainda claro se este projecto com um custo estimado em dezenas de milhões de dólares poderia ser viável.

O secretário de Assuntos Internacionais adiantou à Xinhua estar a decorrer outro estudo sobre um percurso mais a sul, através da Bolívia, que terminaria no porto peruano de Ilo, “mas cujo ponto de situação desconhecemos.”

A agência noticiosa Xinhua adiantou ter Jorge Arbache reafirmado o “forte apoio do governo brasileiro a este projecto”, atendendo a que encara o relacionamento económico e comercial com a China de “extrema importância.”

“A China é o nosso maior parceiro comercial e igualmente o nosso maior investidor”, disse o secretário de Assuntos Internacionais, que salientou no âmbito da cooperação bilateral a constituição do Fundo China-Brasil para a Expansão da Capacidade Produtiva para financiar projectos conjuntos.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil, tendo em 2017 algumas das suas empresas investido 20,9 mil milhões de dólares nos sectores da energia, logística de transportes, agro-negócio, serviços financeiros, produtos químicos e farmacêuticos e a produção e transmissão de energia eléctrica. (Macauhub)

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