Economia timorense não-petrolífera caiu 1,8 por cento em 2017

21 March 2018

A economia não-petrolífera timorense recuou 1,8 por cento em 2017 devido, essencialmente, à redução significativa dos gastos públicos, que continuam a ser os principais motores da economia de Timor-Leste, segundo um relatório do Banco Mundial.

O relatório, divulgado terça-feira, comprova o impacto que a crise política de Timor-Leste está a ter na economia timorense, com os gastos do executivo a caírem 24 por cento em 2017 face a 2016.

A economia não-petrolífera, que havia crescido cinco por cento em 2016, recuou 1,8 por cento em 2017.

O relatório prevê que a economia regresse a níveis positivos em 2018, com o PIB não-petrolífero a crescer 2,8 por cento e com a previsão de um regresso do investimento privado no curto prazo.

A queda na produção petrolífera e a redução na exportação de café em 2017, devido a piores condições climatéricas, também afectaram a economia timorense.

Se o sector petrolífero for tido em conta, o PIB em termos reais contraiu 10 por cento em 2017, depois de um crescimento de um por cento em 2016.

O rendimento nacional bruto, que caiu de 4,5 mil milhões em 2011 para 2,3 mil milhões em 2016, recuperou ligeiramente para 2,9 mil milhões em 2017..

Em 2017 o Estado contraiu empréstimos de 21,9 milhões – abaixo dos 30,6 milhões de 2016, acumulando segundo as contas do Banco Mundial cerca de 100 milhões de dólares.

Ainda que o consumo privado tenha sido mais robusto em 2017 o investimento, quer público quer privado, caiu e o investimento externo directo “secou”, considera o relatório do Banco Mundial.(Macauhub)

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