Moçambique prevê receitas expressivas com gás natural para final da década de 2020

22 March 2018

Moçambique prevê receitas significativas com os novos projectos de gás natural a partir do final da década de 2020, segundo projeções do Instituto Nacional de Petróleo (INP) de Moçambique.

As projecções do INP consideram que as receitas governamentais iniciais resultantes da produção de gás natural líquido (GNL) serão constituídas por impostos sobre retenção na fonte e acordos de participação em lucros, portanto, permanecerão limitadas.

O INP indica que as receitas significativas “derivadas do imposto sobre o rendimento das empresas devem começar a dar entrada nos cofres do Estado no final dos anos 2020, início da década de 2030.

Moçambique espera começar a ter receitas dos novos projectos de gás natural da bacia do Rovuma a partir de 2021, mas os valores deverão manter-se relativamente baixos até 2027.

As receitas conjuntas de exploração da Área 01 e Área 04 deverão aproximar-se dos 500 milhões de dólares por ano até 2027, aproximando-se depois da fasquia de mil milhões, que poderá ser ultrapassada em 2031.

O governo prevê que a partir de 2034, daqui a 16 anos, receba contribuições que podem rondar 2.700 milhões de dólares nos anos mais modestos e acima dos 3.000 milhões de dólares nos anos de maiores resultados

A decisão final de investimento do consórcio da Área 01, liderado pela Anadarko, é esperada para o primeiro trimestre de 2019.

Na Área 04, encabeçada pelas petrolíferas Exxonmobil e Eni, o investimento já está a avançar e o início de produção está previsto para 2022. (Macauhub)

MACAUHUB FRENCH