Moçambique ultrapassa em Julho indicadores do FMI para avaliar sustentabilidade da dívida

4 April 2018

Moçambique ultrapassa em Julho próximo os cinco limites utilizados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para avaliar a sustentabilidade da dívida, reconheceu o governo nos documentos entregues nas reuniões com os credores recentemente realizadas em Londres.

Em causa estão os limites do Valor Actual da Dívida face ao Produto Interno Bruto, face às Exportações e face às Receitas, o Serviço da Dívida face às Exportações e o Serviço da Dívida face às Receitas.

Os países que ultrapassem estes limites estão impossibilitados de receber ajuda financeira, de acordo com as regras internas do FMI, o que torna ainda mais difícil a já de si complicada situação económica de Moçambique.

O valor do Serviço da Dívida face às Exportações estava abaixo do limite no final de 2017, mas a alteração dos critérios a partir de Julho próximo faz com que este valor ultrapasse o limite máximo definido pelo FMI, de acordo com a agência noticiosa Lusa.

“No final de 2017, todos os indicadores de Análise da Sustentabilidade da Dívida de Moçambique, excepto o rácio entre o serviço da dívida e as exportações, estavam acima do limite de prudência para os países com uma classificação média”, lê-se numa das páginas da apresentação feita aos credores a 20 de Março, em Londres.

Moçambique propôs um perdão de dívida de 50% nos juros passados e nas penalizações, caso existam, bem como alterações às taxas de juro e à maturidade da emissão de dívida, cujo prazo inicial terminava em 2020 e já foi alargado para 2023 no final de 2016. (Macauhub)

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