Governo de Angola agrava punições relacionadas com o abate ilegal de árvores

9 April 2018

As empresas angolanas de exploração de recursos florestais cujos responsáveis cederam as respectivas licenças a empresas estrangeiras vão ser punidas pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) de Angola com penas de suspensão da actividade entre três a seis anos, disse no Huambo, cidade capital da província com o mesmo nome, o director nacional das Florestas.

Nazaré Veloso disse ainda que os cidadãos estrangeiros que forem beneficiados com o trespasse das licenças serão expulsos de Angola, de acordo com a agência noticiosa Angop.

A madeira que for apreendida ao abrigo do Decreto 274/17, de 10 de Novembro, que proíbe o corte, circulação e transportação deste produto em toro e serrada, será confiscada a favor do Estado, disse ainda Nazaré Veloso.

Apesar da proibição estar a vigorar desde 31 de Janeiro, o responsável nacional das florestas disse que, recentemente, foram apreendidos 120 metros cúbicos de madeira mussivi na província do Huambo, provenientes do Cuando Cubango.

O director nacional das Florestas manifestou-se preocupado com a situação, atendendo a que mais de metade dos toros apreendidos apresentava um diâmetro inferior ao mínimo legalmente estabelecido. (Macauhub)

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