Companhia de Bioenergia de Angola prevê facturar 300 milhões de dólares em 2018

27 April 2018

A Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom) prevê facturar este ano 300 milhões de dólares com a venda de 100 mil toneladas de açúcar, 20,3 mil metros cúbicos de etanol e 110 gigawatts hora de energia eléctrica, um acréscimo de 130 milhões de dólares relativamente à facturação contabilizada em 2017, disse em Malanje o director-geral adjunto da empresa.

Luís Bagorro Júnior, à margem do início da colheita de 18 mil hectares de cana-de-açúcar referentes ao ano agrícola de 2018, disse ainda que os números que mencionou reflectem os esforços desenvolvidos pela empresa, apesar da dificuldade em ter acesso a divisas.

A empresa necessita de divisas para adquirir factores de produção agrícolas e peças sobressalentes para manter a funcionar a maquinaria adquirida no estrangeiro, bem como para pagar os salários dos trabalhadores estrangeiros, aspectos que retiram produtividade à empresa e fazem com que o preço do açúcar produzido na Biocom seja equiparado ao do importado, resultante dos avultados custos operacionais.

A Biocom produziu no ano agrícola passado 58 mil toneladas de açúcar, 13 500 metros cúbicos de etanol e 60 gigawatts hora de energia eléctrica.

Instalada no município de Cacuso, a 75 quilómetros da cidade de Malanje, a Biocom é um dos maiores projectos agro-industriais angolanos, liderada pelo grupo brasileiro Odebrecht, que detém 40% do capital da sociedade, sendo os restantes 60% partilhados entre o grupo angolano de capitais privados Cochan, com 40% e a estatal Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) com 20%. (Macauhub)

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