Chuvas intensas reduzem produção de carvão da Vale Moçambique em 2018

7 May 2018

As cheias que afectaram o centro e norte de Moçambique condicionaram a capacidade de produção das duas minas da Vale Moçambique, o que motivou a revisão em baixa de 16 milhões para 15 milhões de toneladas da produção para 2018, anunciou em Maputo o presidente da subsidiária do grupo brasileiro Vale.

“No início do ano tínhamos uma previsão de 16 milhões de toneladas, mas, entretanto, ocorreram chuvas intensas, tanto na região de Nampula e Nacala, como em Tete, que prejudicaram bastante a nossa actividade”, disse Mário Godoy.

Em 2017, a Vale produziu 11,2 milhões de toneladas de carvão, face a 5,6 milhões de toneladas em 2016, como resultado do aumento de produção na mina de Moatize II, a segunda da companhia na província de Tete, centro de Moçambique.

Márcio Godoy assinalou que a Vale ainda terá de consolidar o processo de produção de carvão em Moçambique para aproveitar na plenitude a capacidade de exportação de 18 milhões de toneladas de carvão do Corredor Logístico de Nacala – que compreende uma linha férrea de 912 quilómetros e o porto de águas profundas de Nacala, apto a receber navios de grande calado.

A Vale Moçambique obteve em 2017 o primeiro resultado anual positivo antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBTIDA) desde 2010, com 330 milhões de dólares, que representa um acréscimo de 384 milhões de dólares relativamente os 54 milhões de dólares negativos registados em 2016, de acordo com o relatório e contas do grupo brasileiro.

Marcelo Tertuliano, director financeiro da Vale Moçambique, disse que esta variação ficou a dever-se, principalmente, ao aumento do preço do produto nos mercados internacionais impulsionada pela crescente fiscalização e restrição de minas de carvão na China bem como ao aumento da produção. (Macauhub)

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