Companhia aérea de Angola precisa de 952 milhões de dólares para eliminar parte do passivo

9 May 2018

A TAAG – Linhas Aéreas de Angola precisa que o governo aprove um reforço de capital no montante de 952 milhões de dólares para que a companhia possa eliminar a maior parte do passivo acumulado que excede 1063 milhões de dólares, disse terça-feira em Luanda o presidente do Conselho de Administração da transportadora.

José Kuvíndua, que falava num seminário de harmonização da comunicação e marketing do Ministério dos Transportes, onde apresentou o plano estratégico da companhia para o período 2018/2022, disse ainda que a posição de caixa da companhia poderá deteriorar-se ainda mais devido aos pagamentos de locação de aviões, revisões planeadas de motores e manutenção dos aparelhos, apesar das previsões positivas de desempenho operacional.

“Por isso é importante a recepção atempada do subsídio de combustível e uma nova aplicação de capital para eliminar o défice existente no balanço, devido a prejuízos registados em exercícios passados”, disse o presidente da TAAG citado pelo Jornal de Angola.

José Kuvíndua defendeu a aplicação de uma soma entre 100 milhões e 150 milhões de dólares nos próximos dois anos, para melhorar o capital circulante e facilitar o programa de aquisição de aviões, conceder garantias soberanas ao programa de renovação da frota, disponibilizar divisas para manter os serviços regulares e proporcionar aos passageiros os serviços básicos.

“A companhia precisa de receber um montante mínimo de 10 milhões de dólares por mês”, afirmou, para acrescentar que a escassez de moeda estrangeira para atender às despesas regulares e a incapacidade do governo de capitalizar a companhia aérea para limpar as perdas passadas restringiu a capacidade da administração de adoptar decisões para expandir o negócio. (Macauhub)

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