Portugal analisa entrada da Caixa Geral de Depósitos no Fundo Soberano de Cabo Verde

10 May 2018

O governo português está a analisar a proposta apresentada pelo seu congénere cabo-verdiano para que o banco público português Caixa Geral de Depósitos (CGD) adquira uma participação no Fundo Soberano de Cabo Verde, disse quarta-feira em Lisboa o ministro das Finanças do arquipélago.

Olavo Correia, que falava após um encontro com o seu homólogo português, Mário Centeno, em Lisboa, escusou-se a adiantar o conteúdo da proposta, “que está a ser analisada”, assegurando que o governo cabo-verdiano pode garantir o reembolso dos títulos a quem os adquirir.

Em Julho de 2017, em declarações à agência noticiosa Lusa, Olavo Correia manifestou a vontade de a CGD entrar no Fundo Soberano de Investimentos Privados, dotado de um capital inicial de 100 milhões de euros, e que visa permitir que as empresas tenham acesso ao mercado externo bancário e de capitais para financiarem investimentos de maior envergadura

A criação do fundo foi anunciada pelo primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, mas pormenores sobre a forma de capitalização e as condições para acesso a garantias do referido fundo ainda estão por conhecer.

Por outro lado, o ministro das Finanças rectificou o primeiro-ministro ao afirmar que Cabo Verde não pediu nem vai pedir assistência financeira ao Fundo Monetário Internacional (FMI), vai sim solicitar apoio para que “tornar credível o quadro macro-económico numa perspectiva futura, para que possamos atrair mais investimento, tanto de nacionais como da diáspora e de estrangeiros, para acelerar o crescimento económico do país.”

Na terça-feira, o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, disse que Cabo Verde está em negociações com o FMI para um programa de assistência financeira sobre a dívida pública, estimada em 124,7% do PIB este ano e em 126,7% em 2019, o segundo rácio mais elevado da dívida face ao PIB na África a sul do Saara. (Macauhub)

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