Macau quer aproveitar vantagens do seu papel de plataforma e internacionalizar a medicina tradicional chinesa

11 May 2018

A Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) está empenhada na construção do centro mundial de turismo e lazer e no desempenho do seu papel de plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os países de língua portuguesa, bem como na na construção da iniciativa “Uma faixa, uma rota” e da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, disse quinta-feira em Banguecoque o Chefe do Executivo.

Chui Sai On adiantou que, para isso, o governo a que preside atribui importância à sua natureza científica e às vantagens de plataforma para conseguir atingir um novo patamar de crescimento económico e pretende ainda reforçar os trabalhos de desenvolvimento da indústria tradicional chinesa e do Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação entre Guangdong e Macau.

O Chefe do Executivo usava da palavra na inauguração do Fórum Internacional de Desenvolvimento da Medicina Tradicional 2018 (Tailândia), que se realizou na capital do país, Banguecoque, com o objectivo de promover o papel de Macau de plataforma entre a China e os países membros da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático) e a investigação na área da medicina tradicional, assim como a formação de pessoal nesta indústria, aprofundando-se, simultaneamente, a cooperação entre a RAEM e a Tailândia.

O Chefe do Executivo salientou as relações diplomáticas de 40 anos entre a China e a Tailândia e recordou que a grande estratégia de construção da “Faixa Económica da Rota da Seda e da Rota Marítima da Seda para o Século XXI” ficou de imediato na mira das atenções internacionais, desde que foi anunciada pelo presidente Xi Jinping, em 2013.

A iniciativa tem contado com o apoio e participação da Tailândia, apontou Chui Sai On, destacando o facto de o país ser um ponto geográfico estratégico por se situar no centro e sul da península da Indochina, pelo que a Tailândia é importante tanto na via terrestre, por fazer parte da faixa económica da rota da seda, como na via marítima, por ser um local indispensável na rota marítima da seda.

A delegação de Macau presidida pelo Chefe do Executivo conclui hoje uma visita ao Camboja e à Tailândia iniciada a 7 de Maio, que incluiu a secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, o secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, os membros do Conselho Executivo, representantes da comunidade chinesa ultramarina e da juventude de Macau. (Macauhub)

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