ENI e ExxonMobil iniciam extracção de gás em Moçambique no final de 2022

17 May 2018

O consórcio liderado pelos grupos italiano ENI e norte-americano ExxonMobil deverá iniciar a extracção e liquefacção de gás natural no bloco Área 4 da bacia do Rovuma no quarto trimestre de 2022, disse quarta-feira em Maputo o ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique.

O ministro Max Tonela, ao responder a perguntas dos deputados da Assembleia da República sobre as acções em curso para o início da exploração de gás natural ao largo da costa da província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, disse que em Março teve lugar o corte da primeira chapa de aço para a construção do sistema de ancoragem da plataforma flutuante de liquefacção de gás natural no campo Coral Sul daquele bloco.

Max Tonela adiantou que a conclusão da construção [da plataforma] está prevista para finais de 2021, prevendo-se que esteja nas águas moçambicanas no final do primeiro trimestre de 2022″, pronta para extrair o gás, transformá-lo em estado líquido e exportá-lo para todo o mundo.

O consórcio vai investir oito mil milhões de dólares e, de acordo com o ministro, deverá gerar lucros directos de 47,7 mil milhões de dólares nos 25 anos de vida do projecto  – ficando o Estado moçambicano com 24,5 mil milhões de dólares resultantes do Imposto sobre a Produção do Petróleo, Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas (IRPC) e partilha da produção.

O ministro moçambicano dos Recursos Minerais e Energia referiu-se igualmente ao estado do projecto liderado pelo grupo norte-americano Anadarko Petroleum, para informar estar previsto o início da construção de uma unidade de liquefacção, neste caso, em terra, na península de Afungi, no final do 2019.

“O grupo Anadarko e os parceiros da Área 1 do Rovuma estão a finalizar os acordos de compra e venda de nove milhões de toneladas/ano de gás natural liquefeito, meta que permitirá anunciar a decisão final de investimento no primeiro trimestre de 2019″, declarou Max Tonela.

O projecto tem também um tempo de vida útil previsto de 25 anos e prevê um investimento total de cerca de 30 mil milhões de dólares, capaz de gerar uma receita na ordem de 53 mil milhões de dólares para o estado moçambicano, referiu o ministro. (Macauhub)

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