Acordo cambial entre Portugal e Cabo Verde pode ir até “à quase integração” na zona euro

24 May 2018

O futuro do acordo cambial entre Portugal e Cabo Verde pode ir “até à quase integração” na zona euro, através da convergência das políticas económicas, disse quarta-feira na Praia o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva.

O primeiro-ministro, ao prestar declarações à margem do primeiro de dois dias de um seminário sobre o 20.º aniversário do acordo cambial entre Portugal e Cabo Verde, disse que o arquipélago, enquanto economia de pequena dimensão, precisa de estar inserido em espaços económicos dinâmicos, sendo a zona euro um desses espaços.

Ulisses Correia e Silva assegurou que a moeda cabo-verdiana vai continuar ligada ao euro, adiantando que a adesão a uma futura moeda única da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) será equacionada quando se colocar.

“Ainda não há moeda única no espaço da CEDEAO, é uma intenção em construção e nós estamos na CEDEAO também para salvaguardarmos as especificidades de uma pequena economia que tem já uma história longa de relação comercial e de investimentos com a Europa”, disse, citado pela agência noticiosa Lusa.

Ulisses Correia e Silva lembrou que mais de 80% das relações económicas (comércio, investimentos e turismo) são com a Europa e reforçou a necessidade de salvaguardar essa especificidade.

O Acordo de Cooperação Cambial (ACC) entre Cabo Verde e Portugal vigora desde Abril de 1998 e pressupõe a paridade fixa do escudo cabo-verdiano (CVE) face ao euro, sendo outros instrumentos do acordo a facilidade condicional de crédito de curto prazo de Portugal a Cabo Verde e a adopção por Cabo Verde de critérios macro-económicos de referência dos Estados-membros da União Europeia. (Macauhub)

MACAUHUB FRENCH