Moçambique continuará sem pagar dívidas se acordo com credores não for alcançado até Setembro

28 May 2018

O pagamento em 2019 dos montantes devidos pelos empréstimos contraídos por empresas públicas de Moçambique com o aval do Estado só será possível se houver um acordo com os credores até Setembro, data-limite para que possam ser incluídos no Orçamento de Estado para o próximo ano, disse o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane.

O ministro, em declarações à agência noticiosa Lusa em Busan, Coreia do Sul, onde se deslocou para participar no encontro anual do Banco Africano de Desenvolvimento, disse ainda que o processo de negociação não tem prazo, o que não acontece com o Orçamento de Estado, cujo período de elaboração decorre até Agosto/Setembro.

Adriano Maleiane adiantou estar confiante na conclusão das negociações até ao final do Verão, tendo acrescentado que os credores solicitaram informação adicional que “os meus assessores estão a preparar.”

O governo de Moçambique propôs em Março passado aos credores e investidores na dívida pública um perdão de 50% da dívida atrasada, ou seja, 318 milhões dos 636 milhões de dólares de dívida que já devia ter sido paga.

De acordo com o documento apresentado aos credores em Londres, Moçambique propôs um perdão de dívida de 50% nos juros passados e nas penalizações, caso existam”, bem como alterações às taxas de juro e à maturidade da emissão de dívida, cujo prazo inicial terminava em 2020 e já foi alargado para 2023 no final de 2016. (Macauhub)

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