Presidente de Angola rejeita Air Connection Express -Transporte Aéreo

4 June 2018

O Presidente de Angola rejeitou liminarmente a entrada em funcionamento da Air Connection Express -Transporte Aéreo, um consórcio público-privado que iria assegurar os transportes aéreos domésticos no país, em declarações à cadeia televisiva europeia Euronews.

João Lourenço disse que o consórcio, que juntaria as estatais TAAG e a Empresa Nacional de Aeroportos e Navegação Aérea (ENANA) às privadas Bestfly, Air Jet, Air 26, Guicango, Dieximim, Sjl e Mavewa, não vai acontecer, por se tratar, segundo disse, de uma “companhia fictícia.”

“A companhia aérea não vai sair do papel e, caso venha a ser uma realidade, espero que alguns dos passageiros me telefonem e me digam – olhe, o senhor disse à Euronews que a Air Connection Express -Transporte Aéreo não iria ser constituída, mas eu voei hoje num dos aviões da companhia”, disse ainda o Presidente angolano.

O consórcio público-privado foi anunciado no início de Maio, tendo na mesma ocasião sido assinado em Luanda com o representante para África e Médio Oriente, Jean Paul Boutibou, do construtor canadiano Bombardier, um contrato para a compra de seis Q400, com um custo de 198 milhões de dólares.

O ministro do Transportes Augusto Tomás, presente na cerimónia, disse que a escolha dos Q400 teve em conta a necessidade de corrigir erros de vários anos, que consistiam na utilização de aparelhos Boeing 737-700 para voos curtos e de pouca procura, o que contribuiu para os resultados financeiros negativos da companhia de bandeira nacional. (Macauhub)

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