Portuguesa Galp acredita que Moçambique vai liderar a produção mundial de gás

12 June 2018

O presidente executivo da Galp, Carlos Gomes da Silva, disse, em entrevista ao “Financial Times”, que no mercado mundial de gás natural “a próxima década será a década de Moçambique”, um país onde a Galp tem 10 por cento do projecto Coral Sul na província de Cabo Delgado .

Gomes da Silva acredita que Moçambique poderá vir a preencher a procura que se antecipa no mercado internacional de gás e que não será satisfeita pelos actuais produtores.

O presidente executivo da Galp admitiu, no entanto ao Financial Times que será necessário evitar que os custos da produção do gás moçambicano disparem, como aconteceu com projectos semelhantes na Austrália.

“Estamos a trabalhar para optimizar e para ver se conseguimos tornar o projecto ainda mais competitivo”, disse.

O consórcio liderado pela Eni, que inclui a petrolífera portuguesa Galp, para além da sul-coreana Korea Gas e a moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, vai investir oito mil milhões de dólares

A prioridade do consórcio é assegurar baixos custos de exploração, mais do que procurar cumprir um calendário a qualquer custo e estima que a produção de gás natural liquefeito em Moçambique arranque em 2022. (Macauhub)

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