FMI faz avaliação positiva do desempenho do governo de Angola

14 June 2018

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elogiou, em nota emitida de Washington, a política económica aplicada pelo Governo em funções há oito meses, por considerar que os esforços no domínio do alcance da estabilização são empenhados, segundo escreve a agência Angop.

O documento, resultante do acompanhamento que o FMI faz da evolução da economia angolana, enaltece os esforços do Governo para restabelecer a estabilidade macro-económica e enumera uma lista das reformas aplicadas ao longo daquele período.

As políticas, aponta o FMI, além de estarem voltadas para recuperar a estabilidade macroeconómica, perseguem “melhorar a governação, afastando altos funcionários do antigo Governo, instaurando inquéritos de investigação sobre possíveis apropriações indevidas de fundos de várias instituições públicas, tendo criado, inclusive, uma unidade especializada contra a corrupção”.

A nota do FMI assinala o lançamento do programa de estabilização macroeconómica no início de Janeiro de 2018, um plano que preconiza a consolidação da política orçamental, maior flexibilidade na taxa cambial e redução do rácio da dívida pública do PIB para 60 por cento a médio prazo.

Ainda segundo o FMI o programa visa melhorar o perfil da dívida através de uma operação de gestão de passivos e a liquidação dos pagamentos dos atrasados a nível nacional, garantindo uma implementação efectiva da legislação sobre o branqueamento de capitais.

O FMI lembra que o baixo preço do petróleo e o modo como era conduzida a política económica antes da entrada em funções da nova equipa governativa colocaram a economia de Angola sob pressão, e refere que a queda drástica do preço do petróleo ( a partir de 2014), reduziu substancialmente as receitas fiscais e de exportação, travando o crescimento da economia e provocando uma aceleração brusca da inflação.

“Assim sendo, tornou-se imperativa a necessidade de se abordar as vulnerabilidades de forma mais consistente e diversificar a economia sem contar com o petróleo”, afirma o FMI para manifestar compreensão quanto às reformas empreendidas.(Macauhub)

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