Guiné-Bissau perde entre 60 mil a 80 mil hectares de florestas por ano

15 June 2018

Entre sessenta a oitenta mil hectares de florestas da Guiné-Bissau são devastados anualmente devido a desmatação, cortes clandestinos das árvores e queimadas descontroladas das matas, disse quinta-feira em Bissau o ministro guineense da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Nicolau dos Santos.

O ministro lembrou, no entanto, que apesar desta situação, a Guiné-Bissau continua a deter imensas potencialidades agrícolas e florestais, nomeadamente terras aráveis estimadas em cerca de 1,5 milhões de hectares, dos quais 80% em planaltos, 200 mil nos vales de água doce, 106 mil nos de água salgada e mais de 100 mil hectares de zonas com madeiras industriais.

Nicolau dos Santos lembrou que em consequência das taxas de devastação, a Guiné-Bissau enfrenta perdas significativas de reservas florestais e de fauna, erosão e consequente perda de solos aráveis, destruição de habitats dos animais, redução da biodiversidade, do caudal dos rios e das precipitações, além do aumento das temperaturas.

O ministro não especificou o montante das perdas, mas afirma que são “somas avultadas” que podiam melhorar as dificuldades económicas e financeiras com que a Guiné-Bissau se confronta neste momento.

Nicolau dos Santos, que falava por ocasião das comemorações do dia mundial de combate à seca e desertificação considerou que a reflorestação ainda é possível se cada cidadão se comprometer em plantar, pelo menos uma árvore, por ano, o que ajudaria à criação de novas florestas e teria implicações directas na economia e finanças da Guiné-Bissau.
(Macauhub)

MACAUHUB FRENCH