Brasil pode usar cada vez mais a plataforma de Macau para actuar na China

O secretário para a Economia e Finanças de Macau, Leong Vai Tac disse em Brasília que vão ser estudadas medidas destinadas a reduzir os  limites de acesso ao Fundo de Cooperação e Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa para facilitar que mais empresas possam usufruir dos seus benefícios.

O secretário falava segunda-feira durante um encontro no Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços onde deu a conhecer o papel de Macau como plataforma  com vista ao reforço da exploração dos mercados da China e do Brasil.

Leong Vai Tac disse ainda que com o próximo anúncio dos pormenores referentes à Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau (GBA) serão criadas condições para as empresas entrarem neste grande mercado de nove cidades e duas regiões administrativas especiais com uma área de 56 mil quilómetros quadrados, uma população de 67 milhões de pessoas e um PIB superior a 1,3 biliões de dólares.

O secretário disse ainda que o governo de Macau vai manter uma relação próxima com entidades do Brasil de modo a prestar informações aos serviços públicos e empresas sobre o mercado da China  e as oportunidades de investimento e lembrou que a China quando lançou “Uma Faixa, Uma Rota” incentivou os países de língua portuguesa, entre eles o Brasil, a participarem na iniciativa.

O secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Gleisson Rubin, destacou a forte ligação económica e comercial entre o Brasil e a China, nos últimos anos, e disse que Macau como plataforma contribui para reforçar a relação entre os dois países e desempenhar um papel de facilitador da entrada de pequenas e médias empresas brasileiras nos mercados da China.

O papel de Macau no desenvolvimento das relações económicas e comerciais entre o Brasil e a China e o trabalho realizado pelo Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa vai permitir uma maior cooperação tripartida, disse por seu turno o vice-ministro do Comércio e Serviços do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil, Douglas Finardi Ferreira no encontro realizado na capital brasileira. (Macauhub)

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