Governo de Angola atribui mais concessões para a prospecção de ouro

5 July 2018

O governo de Angola atribuiu quatro novas concessões para prospecção de ouro, envolvendo parcerias entre a Empresa Nacional de Ferro de Angola (Ferrangol) e empresas privadas, numa área total superior a cinco mil quilómetros quadrados e um investimento de oito milhões de euros, ao abrigo de despachos assinados pelo ministro dos Recursos Minerais e Petróleos de Angola.

O primeiro despacho assinado por Diamantino Pedro Azevedo diz respeito a uma concessão situada no município de Tchicala-Tcholoanga, província do Huambo, em que os direitos mineiros são atribuídos à associação em participação constituída pela empresa pública Ferrangol (25%) e pelos privados da Solande (65%) e da M. J. P. (10%) envolvendo a prospecção de ouro numa área total de 3212 quilómetros quadrados e um investimento inicial de 796 mil dólares.

A segunda concessão para prospecção de ouro é referente a uma área de 200 quilómetros quadrados situada no município do Chipindo, província da Huíla, envolvendo a associação em participação constituído pela Ferrangol (85%), juntamente com as empresas privadas Zanvula, Cecadiam e Angosam, cada uma com uma participação de 5%, prevendo um investimento global de 823 mil dólares.

Um terceiro despacho assinado pelo ministro autoriza a concessão para prospecção de ouro numa área de 1738 quilómetros quadrados no município dos Dembos, província do Bengo, envolvendo a associação em participação formado pela Ferrangol (25%) e pelas empresas Praxis (70%) e a Lukestico (5%), num investimento inicial avaliado em mais de 7,1 milhões de dólares.

A quarta concessão situa-se no município de Nambuangongo, também na província de Bengo, envolvendo a associação em participação constituída pela Ferrangol (20%), Tandai Minas (72%) e Actus (8%), que irá aplicar 963 mil dólares para prospectar ouro numa área de cinco quilómetros quadrados.

Os direitos mineiros de prospecção atribuídos ao abrigo dos quatro contratos têm a duração de dois anos, prazo que pode ser prorrogado até ao limite de sete anos, enquanto a fase de exploração poderá estender-se entre três e 35 anos, de acordo com a agência noticiosa Lusa. (Macauhub)

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