China National Petroleum Corporation associa-se ao brasileiro Petrobras para concluir refinaria

6 July 2018

O grupo brasileiro Petrobras anunciou ter chegado a acordo com o grupo China National Petroleum Corporation (CNPC) e o brasileiro Petrobras para adicionar ao acordo de cooperação assinado em 2017 o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), projecto que se encontra parado e que segundo a imprensa internacional já custou à Petrobras 14 mil milhões de dólares.

O acordo acontece menos de uma semana depois de o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski ter proibido a venda de empresas estatais sem a autorização do Congresso, decisão que forçou a Petrobras a suspender a alienação de alguns activos, como a Transportadora Associada de Gás, avaliada entre oito mil milhões e nove mil milhões de dólares.

A decisão afectou a meta de desinvestimento da petrolífera que previa vendas de activos no valor de 21 mil milhões de dólares no decurso do biénio 2017/2018, de que apenas 4,8 mil milhões de dólares foram vendidos.

A parceria anunciada quarta-feira envolve a construção de uma refinaria com capacidade para processar 165 mil barris diários (b/d) de petróleo no Comperj, integrada com a revitalização do agrupamento Marlim, formado por Marlim, Voador, Marlim Leste e Marlim Sul, que já foram as estrelas da Bacia de Campos e hoje produzem metade do que produziam há oito anos.

O Marlim Leste, por exemplo, que em 2010 extraía 143 mil b/d de petróleo, actualmente só produz 70 mil b/d.

A ideia do acordo é processar o petróleo pesado extraído no agrupamento Marlim na refinaria que será construída pelo grupo chinês e que de acordo com a Petrobras está 80% concluída.

O projecto petroquímico e de refinação Comperj, que data de 2004, foi suspenso em 2015 na sequência do caso de corrupção conhecido por “Lava-Jacto.”

O grupo Petrobras (Petróleo Brasileiro) abandonou o projecto nesse mesmo ano e desde então tem andado à procura de um parceiro interessado em concluir uma das duas refinarias projectadas, o que veio a acontecer quarta-feira com o grupo CNPC. (Macauhub)

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