6.ª Reunião ministerial do Fórum de Macau adiada para 2020

A sexta reunião ministerial do Fórum de Macau, que deveria realizar-se em 2019, vai ser adiada para 2020, segundo fontes diplomáticas ligadas à instituição.

O Fórum de Macau, que completou 15 anos de actividade, reune-se de três em três anos em Macau para definir planos de acção.

A mesma fonte disse que o facto do Chefe do Executivo de Macau, Chui Sai On, terminar o seu mandato em 2019, portanto praticamente na altura em que se deveria realizar a reunião do Fórum de Macau, será a razão principal para o adiamento do encontro.

A possibilidade do adiamento da 6.ª reunião ministerial do Fórum já havia sido aventada pelo próprio Secretário para a Economia e Finanças, Leong Vai Tac, durante um encontro com a imprensa de Macau.

As autoridades chinesas pretendem, por outro lado, que a reunião ministerial se realize já no novo Complexo de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa que está em construção na zona do lago Nam Van e que deverá ficar concluído no final de 2019.

O futuro complexo, que custará cerca de 693 milhões de patacas (87 milhões de dólares), além de passar a ser a sede da instituição vai albergar o Centro de Exposição dos Produtos dos Países de Língua Portuguesa, o Centro de Serviço Empresarial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, bem como um de Formação e outro de Informações, além de um Pavilhão sobre Relações Económicas, Comerciais e Culturais entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

O Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento China-Países de Língua Portuguesa, que se encontra presentemente instalado no Centro de Apoio Empresarial, adstrito ao Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM), deverá ficar igualmente sedeado no mesmo complexo.

Com uma área de 14 200 metros quadrados de área construída, o complexo foi desenhado pelo arquitecto Carlos Marreiros, cabendo o projecto de engenharia a José Silveirinha e Jorge Lipari Pinto.

O Fórum de Macau, criado por iniciativa da China com o apoio dos países de língua portuguesa, integra representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste tendo como secretária-geral Xu Yingzhen, nomeada pelo Ministério do Comércio da China. (Macauhub)

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