Empresários pretendem que CPLP dedique mais atenção à economia

Os empresários desejam que a vertente económica se comece a fazer sentir no seio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e que possam ocupar espaço como líderes económicos, disse terça-feira na Praia o presidente da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP), no decurso de uma audiência concedida pelo Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca.

Salimo Abdula disse no final da audiência que os empresários acham que chegou a hora da vertente económica, depois de mais de 20 anos em que a CPLP centrou a sua consolidação nas vertentes cultural e linguística, segundo a agência noticiosa Inforpress.

O presidente da CE-CPLP adiantou “temos algo em comum que é um factor económico, a língua, a comunicação que queremos capitalizar” e acrescentou “falta é coragem política, porque os empresários já têm essa visão e bem amadurecida, esperando nós que os políticos abram as auto-estradas, que os empresários farão o resto.”

Salimo Abdula disse esperar que desta Cimeira saiam decisões concretas no que respeita à mobilidade das pessoas, “uma vez que a Confederação já apresentou uma proposta no sentido de que haja abertura do espaço PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), pelo menos enquanto não se resolve a questão de Portugal face à União Europeia.”

A Cimeira dos Chefes de Estado e do Governo da CPLP, a decorrer na capital de Cabo Verde, tem como tema central “Cultura, pessoas e oceanos.”

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é integrada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Além dos membros, a organização tem como observadores associados países como a Geórgia, Hungria, Japão, República Checa, Eslováquia, Ilhas Maurícias, Namíbia, Senegal, Turquia e o Uruguai. (Macauhub)

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