Banco estatal português CGD reduz presença em Moçambique e em Cabo Verde

O banco estatal português Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai ter de reduzir a sua presença em Cabo Verde e em Moçambique até ao final de 2020, ao abrigo da revisão do Plano Estratégico 2017/2020 da instituição autorizada pela Comissão Europeia, informou o Ministério das Finanças, em comunicado divulgado quinta-feira em Lisboa.

A CGD está presente em Moçambique através do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), com uma participação de 61,5%, detendo o português Banco BPI 35,67%, na sequência da saída do capital social da instituição do grupo moçambicano Insitec, ocorrida em Dezembro de 2017.

Em Cabo Verde, o banco estatal português está presente através do Banco Comercial do Atlântico, líder de mercado no arquipélago, com uma participação de 52,5%, bem como do Banco Interatlântico, onde controla uma participação de 70%.

O plano de capitalização da Caixa Geral de Depósitos com 3,9 mil milhões de euros do dinheiro dos contribuintes implicou a execução de um plano estratégico por parte do banco estatal, que entre outras medidas obrigava à saída de quatro mercados: França, Espanha, África do Sul e Brasil.

O Ministério das Finanças informou ainda que no seguimento dos contactos mantidos com a Comissão Europeia para a alteração do plano estratégico da Caixa, “o banco público continuará a manter a operação de retalho em França”, onde conta com 48 agências e mais de 500 trabalhadores.

O facto de a CGD ter antecipado em um ano o regresso aos lucros (face ao previsto) fez com que a administração admitisse voltar a apreciar vários compromissos, que Bruxelas agora aceitou.

As unidades de Espanha, África do Sul e Brasil já estão em processo de venda, tendo, além disso, sido encerradas as unidades “off-shore” em Macau e nas Ilhas Caimão.

O BNU Macau, o Banco Caixa Geral Angola, o BCI Moçambique e a sucursal de Timor eram “operações internacionais estratégicas”, no âmbito do acordo que se estende até 2020. (Macauhub)

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