Brasil quer criar imagem mundial como o país do café

2 August 2018

O projecto “Brazil. The Coffee Nation” visa criar uma identidade mundial dos cafés especiais do país a fim de aumentar a penetração nos mercados externos, particularmente nos asiáticos, de que se destaca o da China, segundo informação oficial.

O projecto foi agora renovado por mais dois anos ao abrigo do acordo assinado em São Paulo entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), noticiou a publicação Notícias Agrícolas.

O projecto centra-se na promoção comercial dos cafés especiais brasileiros no mercado externo e no reforço da imagem dos produtos nacionais em todo o mundo, posicionando o Brasil como fornecedor de alta qualidade.

A produção brasileira de cafés especiais cresceu, em média, 15% ao ano, tendo atingido cerca de 8,5 milhões de sacas em 2017, sendo que a produção de todos os tipos do produto atingiu 44,77 milhões de sacas de 60 quilogramas cada nesse mesmo ano.

A directora da BSCA, Vanusia Nogueira, disse que nas exportações o resultado é ainda mais expressivo, com o registo de um crescimento de 600% na receita com os embarques de cafés especiais desde o início do projecto, que em 2017 se cifrou em dois mil milhões de dólares com a venda de 7,7 milhões de sacas.

“O número de países-destino das exportações mais do que duplicou, passando de 40, em 2012, por exemplo, para 93 em 2017, assim como a quantidade de empresas apoiadas subiu de 123, em 2012, para 170 em 2017”, adiantou a directora da BSCA.

O presidente da Apex-Brasil, embaixador Roberto Jaguaribe, salientou ser vital a fixação da “origem Brasil” no mundo.

“O que é fundamental é a fixação de um símbolo finalmente brasileiro, uma vez que o Brasil domina o mercado mundial de café há 200 anos, mas não tem uma identidade própria estabelecida”, disse.

O embaixador disse ainda ser necessário que o país dê particular atenção a mercados mais novos para o aumento da penetração dos cafés especiais bem como da origem Brasil, atendendo a que os mercados tradicionais, como os Estados Unidos e a Europa, continuam em expansão mas a um ritmo menor.

Nesse sentido, o embaixador disse que a primeira Feira Internacional de Importações da China, que decorrerá no Centro Nacional de Exposições e Convenções de Xangai, de 5 a 10 de Novembro de 2018, tornou-se um importante alvo dentro do projecto da BSCA com a Apex-Brasil.

O projecto “Brazil. The Coffee Nation”, além da atenção específica aos mercados asiáticos, principalmente a China, tem igualmente como mercados-alvo a Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos, Itália, Noruega, Nova Zelândia, Polónia, Reino Unido, Rússia, Taiwan e Turquia para os cafés crus especiais e Argentina e Estados Unidos para os produtos da indústria de torrefação e moagem. (Macauhub)

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