Governo de Macau pretende explorar e promover o desenvolvimento das indústrias marítimas

6 August 2018

O governo de Macau pretende explorar novos pólos que sustentem o crescimento económico e promovam o desenvolvimento de indústrias marítimas emergentes, o que irá dar um novo dinamismo ao território e ao conceito “Um Centro, Uma Plataforma”, disse o Chefe do Executivo.

Chui Sai On, que usava da palavra sexta-feira na abertura da Conferência Internacional sobre Gestão, Utilização e Desenvolvimento das Áreas Marítimas de Macau, lembrou que o governo central da China concedeu em 2015 a Macau a gestão de 85 quilómetros quadrados de área marítima, o que por razões históricas não acontecia há centenas de anos.

Para o Chefe do Executivo o facto de a Região Administrativa Especial de Macau possuir esta área marítima sob sua jurisdição “vai criar novas condições e oportunidades para Macau desenvolver projectos ligados ao mar e dele tirar proveitos e prosperar.”

“No contexto do planeamento e da construção da Grande Baía Guangdong – Hong Kong – Macau e na sequência da entrada em funcionamento da Ponte Hong Kong – Zhuhai – Macau, a posse de 85 quilómetros quadrados de área marítima é uma das condições essenciais para a participação de Macau na construção da Grande Baía Guangdong – Hong Kong – Macau, uma vez que irá abrir um novo espaço para o desenvolvimento adequado e diversificado da economia de Macau”, disse na sua intervenção.

“Gerir, aproveitar e desenvolver, eficazmente, as águas marítimas de Macau, não só representa uma meta para o desenvolvimento de Macau, mas também constitui parte importante da estratégia da construção da China como potência marítima”, disse Chui Sai On.

Participaram no encontro mais de 200 individualidades e especialistas provenientes da Alemanha, Reino Unido, Portugal, Interior da China, Hong Kong e Macau, com vasta experiência no aproveitamento e desenvolvimento das áreas marítimas.

No final do encontro, o chefe-adjunto do “Grupo de Trabalho para Planeamento a Médio e a Longo Prazo da Utilização e Desenvolvimento das Áreas Marítimas” da RAEM e Coordenador do Gabinete de Estudo das Políticas, Mi Jian, disse que a nova área de 85 quilómetros quadrados denominada “quarto espaço” será desenvolvido por três fases até 2036.

Mi Jian disse que o objectivo a curto prazo do planeamento das áreas marítimas, entre três a cinco anos, visa a resolução de problemas cruciais relacionados com a vida da população, nomeadamente o tráfego, a protecção ambiental, a prevenção e a redução de desastres.

“O objectivo a médio prazo do planeamento, entre 5 e 10 anos, passa por desenvolver o “quarto espaço” para que a sociedade de Macau e as futuras gerações possam ter novos espaços para o desenvolvimento. E a longo prazo, entre 10 e 20 anos, pela integração nas estratégias nacionais.” disse. (Macauhub)

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