Investimentos na agricultura em Angola reduzem défice de produção

10 August 2018

Os investimentos públicos e privados que estão a ser feitos no sector agrícola em Angola permitem antever que dentro de cinco anos o país consiga produzir os principais produtos do cabaz básico, disse quinta-feira na cidade de Luena o ministro da Agricultura e Florestas.

“Os indicadores revelam que, ano após ano, o sector da agricultura tem vindo a aumentar os seus rendimentos, principalmente na agricultura familiar, mas, também, no sector empresarial, que está a contribuir de forma muito decisiva para o aumento da produção nacional”, disse o ministro Marcos Nhunga.

O ministro, que prestava declarações à margem do primeiro Conselho Consultivo do Ministério da Agricultura e Florestas, que decorre desde quarta-feira na cidade do Luena, revelou que, em relação aos cereais, o país tem um défice de produção superior a 50%.

Marcos Nhunga adiantou que o país precisa de cinco milhões de toneladas de cereais por ano para poder suprir as necessidades alimentares e de fabrico de ração animal, sendo que neste momento apenas produz pouco mais de dois milhões de toneladas, segundo a agência noticiosa Angop.

Para garantir que o país produza a maior parte dos produtos que constituem o cabaz básico, informou que o governo chamou a si a responsabilidade de baixar os custos de produção, facilitando o acesso aos chamados factores de produção, que incluem os adubos, pesticidas e sementes.

Sem prejuízo para o sector empresarial agrícola, referiu que os apoios do governo incidem, fundamentalmente, na chamada agricultura familiar que, no caso de Angola, responde por 80% da produção nacional.

A reparação das estradas secundárias e terciárias bem como a electrificação das principais regiões com grande potencial agropecuário e a concessão de facilidades à obtenção de crédito agrícola fazem igualmente parte do pacote de medidas aprovado pelo governo para reduzir os custos de produção, segundo o ministro.

A produção animal, que vai das aves aos mamíferos de pequeno e grande porte, consta, ao lado dos recursos florestais, entre os principais temas em análise no conselho consultivo que decorre sob o lema “O desenvolvimento da Agricultura como base da diversificação económica do país.”

Angola realiza, a partir deste ano, um censo agro-pecuário e de pescas que vai permitir conhecer com relativa precisão o número de efectivos da população de cada espécie doméstica comestível existente, estando previsto que a recolha de dados fique concluída em 2019. (Macauhub)

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