Produção petrolífera de Angola em declínio devido a irregularidades e excesso de burocracia

16 August 2018

As irregularidades registadas na realização de novas licitações de blocos e o excesso de burocracia estão na base do declínio da produção petrolífera em Angola, afirmou quarta-feira em Luanda o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos.

Diamantino de Azevedo, que apresentou os resultados finais do grupo de trabalho interministerial, criado pelo Despacho Presidencial 307/17, de 21 de Dezembro, para actualizar o modelo de reajustamento do sector dos petróleos, referiu que a produção para o ano em curso (2018) está estimada em 1,5 milhões de barris de petróleo/dia, contra os 1,9 milhões de barris registados em 2008.

A inexistência de políticas de incentivos que permitissem o desenvolvimento de campos marginais constituíram também outros factores determinantes do declínio da produção petrolífera, medidas estas que deveriam ser propostas pela concessionária nacional, o que não aconteceu em tempo oportuno.

O ministro disse ainda que a indústria de petróleo e gás em Angola atravessa actualmente uma fase de transformação significativa.

A produção petrolífera, prosseguiu, deverá começar a registar um declínio anual entre 10% a 15%, o que conduzirá à redução dos actuais 1,5 milhões de barris diários para um milhão de barris por dia até 2023, caso nada se faça para o impedir.

Tendo presente esta constatação, foi criado o grupo de trabalho coordenado pelo ministro dos Recursos Minerais e Petróleos para dar resposta aos problemas existentes no sector, tendo uma das soluções encontradas sido a criação da Agência Nacional de Petróleos e Gás, que assumirá a função de concessionária nacional de hidrocarbonetos. (Macauhub)

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