Timor-Leste deve apostar no mar como “desígnio estratégico nacional” defende presidente

20 August 2018

O Presidente de Timor-Leste Francisco Guterres Lu-Olo defendeu que o país deve apostar cada vez mais no mar e na sua exploração uma vez que se trata de um importante recurso económico.

O presidente que falava dia 17 na abertura da 1.ª Conferência Internacional sobre os Assuntos do Mar, que teve como tema “Timor-Leste: O Século do Mar”, considerou que o mar é um desígnio nacional e defendeu que devem ser desenvolvidas políticas nesse sentido.

Francisco Guterres Lu-Olo considerou que o mar e a questão da demarcação permanente das fronteiras marítimas e terrestres com os países vizinhos devem ser “colocados no centro do debate público, assumindo-se como um desígnio nacional na afirmação da identidade e da soberania nacional”.

Timor-Leste tem vivido “de costas voltadas” para os oceanos, como demonstra o facto de nenhum dos oito Governos do país ter criado um Ministério ou uma Secretaria de Estado dedicada ao tema referiu o presidente.

“Timor-Leste tem vivido “de costas voltadas” para os oceanos, como demonstra o facto de nenhum dos oito Governos do país ter criado um Ministério ou uma Secretaria de Estado dedicada ao tema. Os próprios Plano Estratégico de Desenvolvimento 2011-2030 e o Conceito Estratégico de Defesa e Segurança Nacional, transversais ao desenvolvimento nacional, “não dão a devida importância estratégica ao Mar e aos interesses que nele se preservam e disputam” disse.

O Presidente rejeitou a ideia de que Timor-Leste é um pequeno país quando, como disse, quando “a sua plataforma continental é “bastante grande” e o país deve ser visto “não como um país periférico, mas sim como um país de articulação transoceânica, que se situa numa das quatro rotas comerciais marítimas mais utilizadas na ligação entre os oceanos Índico e Pacífico, facto que acentua o seu potencial geoestratégico”.

Francis Guterres Lu-Olo defendeu defendeu igualmente que Timor-Leste “deve criar um modelo de Autoridade Marítima inclusivo que garanta, logo à partida, a colaboração de todas as entidades e instituições civis ou militares, públicas ou privadas” que possam contribuir para “um ambiente de segurança marítima”.(Macauhub)

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