Gigantes do retalho do Brasil visitam a China para intensificar o comércio electrónico

21 August 2018

Representantes de algumas das maiores redes de retalho no Brasil vão visitar a China para intensificar o comércio electrónico. A missão empresarial com 50 integrantes participará em encontros de negócio em Pequim, Xangai e Hangzhou, na primeira semana de Setembro.

O Instituto de Promoção do do Comércio e Investimento de Macau (IPIM) assegurou apoio à missão empresarial brasileira que visita a China, segundo revelaram os organizadores da missão.

A visita ocorre no âmbito do Memorando de Entendimentos para Cooperação em Comércio Eletrónico assinado recentemente entre o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil e do Ministério do Comércio chinês.

“Será uma missão inédita para conhecer de perto os avanços do comércio electrónico e os novos meios de pagamentos para estreitar as cadeias produtivas dos dois países”, disse Cristina Franco, conselheira da Associação Brasileira de Franchising (ABF), uma das organizadoras da missão.

Em Hangzhou, a missão visitará a sede da Alibaba. Os empresários querem conhecer o Alipay, plataforma de pagamento móvel e de terceiros, criada pela gigante chinesa do comércio electrónico em 2004.

Cristina Franco disse à Macauhub que o objectivo da visita é diversificar as trocas comerciais com a China, além dos tradicionais produtos agrícolas.

“Criar oportunidades de desenvolvimento de cadeias produtivas de outros sectores por meio do comércio electrónico é o grande desafio”, disse.

Liderada também pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), entidade que representa o sector no Brasil, a missão terá a participação de executivos de grandes grupos como Magazine Luiza, Boticário, Hering, Via Varejo, Carrefour, Bob’s, CNA Idiomas, Casa do Construtor, Drogaria Araújo, além de bancos como Itaú e Safra.

Para o secretário de Comércio e Serviços do MDIC, Douglas Ferreira, essa missão insere-se no âmbito de aproximação entre Brasil e China, tendo Macau como “ponto de referência” entre os dois países.

“Macau tem uma economia pujante e em transformação. Situa-se em uma região de grande importância, ao lado de Hong Kong, e participa da construção da região metropolitana da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, de grande potencialidade económica”, disse ao Macauhub.

O secretário destaca o trabalho do Fórum de Macau na aproximação com os países de língua portuguesa, por meio de conferências ministeriais realizadas de três em três anos desde 2003.

“Como resultado desse trabalho, Macau já conta em grande medida com uma estrutura institucional e física para receber empresas de todo porte, mas principalmente empresas pequenas e médias com interesse no mercado local e no mercado da China”, disse.

Segundo Ferreira, a vantagem de para empresas brasileiras estaria no aspecto cultural e jurídico, sendo local adequado de “soft landing” para o mercado mais alargado da China.

“Consideramos o actual momento das relações entre a Região Administrativa Especial de Macau  e o Brasil como bastante positivo, num diálogo que vem se intensificando em várias áreas, atingindo não somente o aspecto puramente económico e comercial, mas também o cultural e educacional”, disse. (Macauhub)

MACAUHUB FRENCH