Consórcio sul-coreano estuda a construção e operação de central eléctrica em Benguela, Angola

31 August 2018

O consórcio BKB, constituído por quatro das maiores empresas da Coreia do Sul, vai fazer o estudo de viabilidade técnica, económica, financeira e ambiental com vista à construção e operação de uma central eléctrica de ciclo combinado de gás na província de Benguela, em Angola.

Um despacho do Presidente João Lourenço publicado no Diário da República de Angola a 28 de Agosto indica que o consórcio sul-coreano integra as empresas Busan Korea Biotechnology (BKB), Korea Southern Power (KOSPO), Hyundai Engineering Co (HEC) e BHI, juntamente com a angolana Beltec — Engenharia e Serviços.

O despacho refere que foi aprovado o Memorando de Entendimento entre o Ministério da Energia e Águas de Angola e o consórcio BKB tendo em conta a necessidade de ser melhorado e aumentado o fornecimento de energia eléctrica a Angola.

O despacho 114/18 não refere os valores acordados na adjudicação dos trabalhos à BKB

Os estudos apontam para uma central com capacidade de produção de 750 megawatts (MW) a ser concretizada com base na modalidade B.O.T (Construir, Operar e Transferir) segundo o qual o consórcio concorda em construir, financiar a construção, operar e manter um activo de infraestrutura por um determinado período antes de transferir o activo de infraestrutura para o governo.

A modalidade B.O.T. é admitida desde o final de 2017 pelo governo de Angola no âmbito da revisão da lei sobre as parcerias público-privadas em Angola.

O projecto para a nova central elétrica de ciclo combinado a gás surge numa altura em que a estatal Sonangol, está a estudar propostas para retomar a construção da refinaria do Lobito, também na província de Benguela, no centro de Angola.

Na província do Zaire, no norte de Angola, a central de ciclo combinado do Soyo, com uma potência instalada de 750 MW produz electricidade para a rede pública, a partir de gás natural. (Macauhub)

 

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