54 subsidiárias da angolana Sonangol na lista das privatizações

3 September 2018

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) apresentou ao governo uma lista com 54 empresas do grupo que estão em condições de passarem a ser privatizadas, anunciou sexta-feira em Luanda o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos.

Diamantino Azevedo, num acto público realizado sexta-feira, na capital, disse que a apresentação da lista foi o início do processo de privatização de activos da Sonangol, “para que se possa concentrar nas actividades nucleares, como é a construção das refinarias do Lobito e Cabinda e a ampliação da unidade de Luanda.”

O conjunto de 54 empresas corresponde a um terço do universo de empresas detidas pela Sonangol e em condições de serem privatizadas, tratando-se “de um processo é contínuo, até que seja eliminada grande parte das actividades não nucleares da Sonangol, para que a empresa se transforme numa verdadeira operadora de petróleos”, disse o ministro citado pelo Jornal de Angola.

As privatizações na Sonangol incluem uma análise e inventário de todos os activos que não se enquadram no objectivo principal da companhia, que é a pesquisa e produção, indo todos os outros ser analisados e, se seleccionados, serão alienados.

Diamantino Azevedo avançou estimativas que apontam para que a transferência de activos da Sonangol para a Agência Nacional do Petróleo e Gás (ANPG) – anunciada em Agosto – ocorra durante o primeiro dos três períodos de implantação do novo concessionário dos hidrocarbonetos.

O calendário da implantação da ANPG, de acordo com dados disponíveis no Jornal de Angola, conta um período de preparação da transição (até Dezembro deste ano), transição (de Janeiro a Junho de 2019) e optimização e transição (de Julho de 2019 a Dezembro de 2020).

Além da dinamização das construções previstas para o sector da refinação no Lobito e Cabinda, os projectos incluem o alargamento da Refinaria de Luanda, voltou a afirmar o ministro, depois de já o ter feito em pelo menos uma ocasião, em Agosto.

As refinarias do Lobito e de Cabinda terão carácter público e privado, com o ministro a apontar, durante o fórum, a petrolífera italiana ENI como a parceira do Estado nos três empreendimentos, incluindo a Refinaria de Luanda.

A de Cabinda está projectada para processar de 40 mil a 60 mil barris de petróleo por dia e a do Lobito 200 mil, o mesmo que a de Luanda quando terminar o alargamento da capacidade. (Macauhub)

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