Plataforma flutuante para exploração de gás em Moçambique começa a ser construída na Coreia do Sul

5 September 2018

A primeira chapa de aço para o caso da plataforma flutuante que irá extrair gás natural no norte de Moçambique começa a ser cortada quinta-feira em Busan, na Coreia do Sul, disse uma fonte governamental moçambicana à agência noticiosa Lusa.

A data vai ser assinalada no estaleiro da construtora naval sul-coreana Samsung Heavy Industries (SHI), em Geoje, com uma cerimónia que contará com a presença do ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique, Ernesto Max Tonela.

A plataforma, cuja construção foi adjudicada em Maio de 2017 a um consórcio formado pela Samsung Heavy Industries, Technip de França e JGC do Japão, terá 439 metros de comprimento, 65 metros de largura, um calado de 38,5 metros e um peso de 210 mil toneladas.

O gás que será explorado pelo consórcio da Área 4 vai ser vendido na totalidade à BP, que em Outubro de 2016 assinou um acordo para a compra da totalidade da produção durante 20 anos.

Descoberto pela ENI em 2012, o campo Coral contém cerca de 450 mil milhões de metros cúbicos (16 biliões de pés cúbicos) de gás natural, devendo no decurso da primeira fase serem extraído e processados cinco biliões de pés cúbicos.

O bloco Área 4 tem como participantes a Mozambique Rovuma Ventures, uma parceria detida pelos grupos ExxonMobil, ENI e China National Petroleum Corporation, que em conjunto controlam 70%, estando os restantes 30% divididos em partes iguais entre o grupo português Galp Energia, sul-coreano Kogas e a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos.

O Governo de Moçambique prevê que o início da produção aconteça a 1 de Junho de 2022, sendo que cinco meses depois, dia 1 de Novembro, tenha lugar a saída do primeiro navio cargueiro transportando gás liquefeito. (Macauhub)

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