ConocoPhillips vende ao governo de Timor-Leste participação nos campos Greater Sunrise

3 October 2018

A ConocoPhillips vendeu ao governo de Timor-Leste a participação de 30% que detinha nos campos petrolíferos Greater Sunrise, por 350 milhões de dólares, informou a empresa petrolífera americana com sede em Houston.

O negócio, que foi concluído numa ronda de negociações decorrida em Bali, Indonésia, com a delegação timorense a ser liderada pelo ex-Presidente Xanana Gusmão e a ConocoPhillips pelo seu máximo responsável na Austrália, Chris Wilson, está dependente da aprovação por parte do Conselho de Ministros e do parlamento de Timor-Leste, segundo o comunicado da empresa americana.

Matt Fox, vice-presidente executivo da ConocoPhillips, reconhece as divergências com o governo de Timor-Leste relativamente á modalidade de exploração dos campos petrolíferos e adianta que a venda dos 30% “dá ao governo timorense uma participação importante no desenvolvimento do projecto.”

Este negócio, conclui o comunicado da empresa americana, deverá ficar concluído no primeiro trimestre de 2019.

Um artigo recentemente publicado no China-Lusophone Brief (CLBrief), um serviço de informação sobre a China e os países de língua portuguesa, refere o “braço-de-ferro” existente entre o governo de Timor-Leste e a empresa australiana Woodside relativamente ao modelo de exploração dos campos petrolíferos.

O artigo recorda que o governo timorense privilegia o processamento do petróleo e gás a serem extraídos nos campos Greater Sunrise na zona sul do país, ao invés da costa norte da Austrália, para dar início à industrialização do país e criar postos de trabalho, obtendo dessa forma mais benefícios económicos.

As empresas envolvidas na Parceria Sunrise são a Woodside (33,4%), que funciona como operador, ConocoPhillips (30%), agora vendido ao governo de Timor-Leste, Shell (26,6%) e Osaka Gas (10%).

Os campos Greater Sunrise estão, praticamente na totalidade, em águas territoriais de Timor-Leste, no âmbito do novo tratado de fronteiras marítimas assinado em Março com a Austrália e que está ainda por ratificar pelos parlamentos dos dois países. (Macauhub)

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