Sociedade luso-moçambicana S2 entra em falência e encerra supermercados

5 October 2018

O grupo português Sonae pretendia continuar a investir em Moçambique mas a sua participação minoritária na sociedade S2 não lhe permitia ultrapassar a situação, escreveu o jornal Negócios citando uma fonte do grupo.

A sociedade S2, que era detida em 70% pela Satya Capital, um grupo de investidores moçambicanos, e nos restantes 30% pelo grupo Sonae, encerrou os três supermercados da marca Central em Maputo e avançou para um processo de insolvência.

“O processo de insolvência resulta da impossibilidade de reverter a decisão do accionista maioritário de deixar de financiar o plano de negócios da empresa, não obstante termos sempre manifestado a nossa disponibilidade para continuar a financiar a nossa quota parte”, disse ao jornal fonte do grupo.

A fonte acrescentou que “enquanto accionista minoritário, num cenário de fluxos de caixa negativos, não nos é possível impedir o desfecho de insolvência da empresa.”

O presidente da sociedade, Miguel Seixas, afirmou em edital citado pela agência noticiosa Lusa ter sido obrigado a pedir a insolvência junto do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo devido à “impossibilidade de continuar a operar no mercado moçambicano” por causa da “queda acentuada no consumo das famílias.”

A conjuntura vigente provocou uma degradação da situação económica da sociedade, devido à redução das vendas desde o início da operação em Moçambique e dos elevados custos de produção, disse ainda o presidente da S2.

Os três supermercados da S2, que tinham sido adquiridos na sequência da insolvência do anterior proprietário, abriram em 2016. (Macauhub)

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