Crescimento económico em Angola fica aquém do crescimento demográfico

9 October 2018

O crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) por habitante de Angola no período de 2018 a 2022, de 166 dólares, será insuficiente para acompanhar o “crescimento vertiginoso” da população, segundo o Relatório Económico de Angola/2017.

O documento, produzido pela Universidade Católica e segunda-feira divulgado em Luanda, prevê que a economia cresça a uma taxa média de 2,8% no período em análise, que compara com uma taxa de crescimento demográfico de 3,1%.

Os dados do valor do PIB/habitante, apresentados pelo director do centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola, Alves da Rocha, estão muito abaixo dos 240 dólares, previstos no relatório de 2016, segundo a agência noticiosa Angop.

O relatório acrescenta que o aumento da população não está a ser acompanhado pelo crescimento da economia, devido à crise e aos reduzidos investimentos na produção petrolífera, principal produto de exportação.

Contrastando com dados oficiais que indicam uma taxa de pobreza de 36%, o relatório da Universidade Católica avança uma taxa de incidência de 52,1%, pelo facto do crescimento do PIB não ter acompanhado o crescimento demográfico.

O investigador económico Heitor de Carvalho, que também participou na elaboração do estudo, disse que a despesa total pública sem juros de 2014 a 2017 decresceu 64%, com as reduções de 92% de subsídios, 73% nas compras do Estado, 48% nas prestações sociais e 41% nas remunerações.

O Relatório Económico de Angola/2017, na sua 15.ª edição anual, aborda assuntos relacionados com a diversificação económica, distribuição de rendimento, PIB, pobreza, política fiscal e monetária, entre outros assuntos importantes da economia angolana. (Macauhub)

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