Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau ajuda a desenvolver área da Grande Baía

22 October 2018

O produto interno bruto da área da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau atingirá em 2030 cerca de 4,62 biliões de dólares, superando todas as áreas semelhantes existentes em outros países, escreveu recentemente o CLBrief.

O China-Lusophone Brief, um serviço de informação sobre a China e os países de língua portuguesa, escreveu igualmente que nessa data para trás terão ficado as áreas da Baía de Tóquio bem como a da Baía de Nova Iorque.

A área da Grande Baía chinesa inclui além de Macau e de Hong Kong nove cidades da província de Guangdong, Cantão, Shenzhen, Zhuhai, Foshan, Jiangmen, Zhaoqing, Huizhou, Dongguan e Zhongshan, cujo produto interno bruto representa 85% do da província.

Duas das peças fundamentais da construção desta Grande Baía são uma linha de caminho-de-ferro de grande velocidade entre Cantão e Hong Kong, que entrou ao serviço a 23 de Setembro e a ponte ligando Hong Kong a Zhuhai e a Macau, que tem inauguração marcada para 23 de Outubro corrente, com abertura ao tráfego no dia seguinte.

Presentes na inauguração, além de responsáveis da China Continental e de Zhuhai, estarão os Chefes do Executivo de Macau, Chui Sai On e de Hong Kong, a senhora Carrie Lam.

A ponte liga as duas margens do estuário do Rio das Pérolas, é a mais comprida e mais cara ponte oceânica com uma extensão de 42 quilómetros e um custo de 17 mil milhões de dólares e a sua construção iniciou-se em 2009.

Os custos de construção da ponte, bem como das ilhas artificiais associadas e restantes instalações, são divididos entre as partes envolvidas, com o erário público de Hong Kong a ser responsável por 42% do total, o de Macau por 13% e o da província de Guangdong a assegurar os restantes 45%.

Esta ponte e a linha de caminho-de-ferro de grande velocidade ajudarão a tornar realidade o plano da área da Grande Baía de fazer com que todas as cidades envolvidas fiquem a uma distância umas das outras que não exceda uma hora.

A ponte tem um prazo de vida de 120 anos, o seu projecto teve de respeitar as normas em vigor na China Continental, em Macau e em Hong Kong, bem como garantir que a infra-estrutura aguenta as tempestadas tropicais que assolam a região no Verão e possíveis colisões com os navios que percorrem uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo. (Macauhub)

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