Comercialização de castanha de caju em Moçambique reservada a nacionais na 1.ª fase

6 November 2018

O processo de comercialização da castanha de caju em Moçambique vai ser dividido em fases, sendo que a primeira ficará reservado a comerciantes nacionais, disse recentemente em Nampula o director-geral do Instituto de Fomento do Caju (Incaju).

Ilídio Bande, que falava durante a segunda reunião do Comité do Caju, que agrupa todos os intervenientes na cadeia de valor desta cultura de rendimento, acrescentou que os comerciantes estrangeiros apenas poderão participar no processo de comercialização na segunda e na terceira fase.

O presidente do Incaju, citado pela agência noticiosa AIM, informou que estas alterações fazem parte de um novo regulamento que “em breve” irá enquadrar a comercialização e restante cadeia de valor da castanha de caju em Moçambique.

Bande disse também que o instituto que dirige está a propor a definição do preço de referência para garantir que tanto o produtor como os industriais obtenham ganhos.

“Moçambique tem uma indústria em fase de recuperação e o governo tem o dever de apoiá-la, fazendo o controlo para que os preços não ultrapassem aquilo que os industriais podem pagar”, apontou o director-geral do Incaju.

Ilídio Bande adiantou que a produção da campanha em curso deverá atingir 140 mil toneladas, um acréscimo anual de 7,0%.

Dados fornecidos pela Associação dos Industriais do Caju (Aicaju) indicam haver em Moçambique 13 fábricas de processamento de castanha, empregando cerca de 20 mil trabalhadores. (Macauhub)

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