Governador do Banco Central de Angola prevê fusões na banca comercial

12 November 2018

A imposição de medidas de adequação do capital mínimo e dos fundos próprios das instituições financeiras ordenada em Março para ficar concluída até 31 de Dezembro deverá conduzir a fusões e aquisições no sistema, segundo o governador do Banco Nacional de Angola.

José de Lima Massano disse ao Jornal de Angola que, à medida em que se aproxima a data limite para a cumprimento do aviso de  adequação do capital, tem-se notado a probabilidade de todos os operadores virem a aumentar o capital social nos termos determinados pelo BNA, apesar das dificuldades que se sabe enfrentam para observar a medida.

O Jornal de Angola escreveu que as novas expectativas do governador do BNA representam uma evolução relativamente a declarações proferidas em Outubro passado em Londres, nas quais afirmava ser esperado o encerramento de bancos devido às dificuldades que certos operadores enfrentam para adequarem o capital.

“Alguns bancos revelaram dificuldades em fazer esse acompanhamento mas o que é certo é que, à medida que nos aproximamos da data-limite, temos estado a notar que uma larga maioria dos bancos vai cumprir, senão todos”, previu o governador.

Lima Massano disse ainda que atendendo ao facto de o quadro regulamentar imposto pelo BNA ser “cada vez mais exigente”, pode haver bancos que venham a juntar forças, uma alusão a um processo de fusões e aquisições, sendo essa a recomendação que o BNA tem estado a dar aos operadores, mais do que a declarar “vamos fechar bancos.”

Em Março passado, o BNA emitiu o Aviso 2/2018 referente à “Adequação do Capital Social Mínimo e dos Fundos Próprios Regulamentares das Instituições Financeiras Bancárias”, ao abrigo do qual os bancos comerciais a operar em Angola teriam um prazo até ao final do ano para proceder ao aumento do capital social de 2500 milhões para 7500 milhões de kwanzas (35 milhões de dólares). (Macauhub)

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