Angolana Sonangol vai vender empresas subsidiárias e participadas não-nucleares

21 November 2018

As empresas subsidiárias e participadas não-nucleares da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) irão integrar a primeira e a segunda fase do programa de privatizações, revelou terça-feira em Luanda fonte oficial.

O presidente do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), Valter Barros, disse que depois daquelas empresas da Sonangol, cujo período de alienação decorrerá entre o último trimestre deste ano e 2020, seguir-se-ão empresas de seguros, de telecomunicações, bancos e de transportes, entre outras.

Barros adiantou que irão ser alienados igualmente activos nos sectores da hotelaria e turismo (nomeadamente unidades hoteleiras feitas para a Taça Africana das Nações, em 2010), a sociedade gestora da Zona Económica Especial (Viana) e empresas lá instaladas, bem como empresas do sector agrícola (explorações agrícolas do Estado e indústrias de agronegócio).

A segunda fase do programa de privatizações irá decorrer ao longo de 2020 e a terceira no ano seguinte, disse ainda o presidente do IGAPE, citado pelo jornal angolano Mercado, quando usava da palavra no decurso do segundo Fórum do Mercado de Capitais.

Valter Barros disse também que as privatizações serão feitas preferencialmente através do mercado de valores mobiliários, via oferta pública de venda (OPV) ou venda em bloco, em função dos sectores, sendo que deverão estar excluídos equipamentos como portos e aeroportos.

O presidente da Sonangol, Carlos Saturnino, revelou na semana passada que o grupo vai alienar 52 empresas do seu universo, incluindo a participação de 25% na empresa de telecomunicações Unitel. (Macauhub)

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