Empresas de distribuição de combustíveis em Angola passam a poder importar derivados do petróleo

23 November 2018

As empresas angolanas que operam no mercado de distribuição e comercialização de combustíveis vão passar, em breve, a poder importar derivados de petróleo, anunciou quinta-feira em Luanda o secretário de Estado dos Recursos Minerais e Petróleo.

Paulino Jerónimo, que usava da palavra na na abertura da I Conferência Internacional sobre Petróleo promovida pela Universidade Católica de Angola, disse estar a ser elaborada a legislação específica para para apresentação ao governo até ao final do ano.

“Queremos abrir o mercado para que as empresas que operam no mercado possam importar o combustível directamente, sem terem de depender da concessionária Sonangol”, disse, para acrescentar que além da Sonangol Distribuição há ainda a Pumangol e a Sonagalp.

O secretário de Estado, citado pelo Jornal de Angola, recordou que o país dispõe apenas de uma refinaria com uma capacidade de produção de apenas 20% das necessidades, sendo os restantes 80% importados.

“A estratégia adoptada pelo governo foi regressar ao projecto de construção de uma refinaria no Lobito com capacidade para 200 mil barris de petróleo por dia e uma outra em Cabinda com a capacidade de 50 a 60 mil barris/dia”, disse.

Estas medidas fazem parte de um conjunto de projectos governamentais sobre o novo modelo de funcionamento da indústria petrolífera em Angola, que passa pela criação da Agência Nacional de Petróleos e Gás (ANPG), que assumirá a função de concessionária nacional, bem como pela reestruturação do grupo Sonangol. (Macauhub)

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