Exploração de gás natural em Moçambique avança de forma resoluta

27 November 2018

A indústria de extracção e liquidificação de gás natural em Moçambique parece ter-se iniciado de vez, depois de muitos anos de atrasos e deliberações, segundo o China-Lusophone Brief (CLBrief), um serviço de informação sobre a China e os países de língua portuguesa.

Consórcios liderados pelos grupos italiano ENI e norte-americano ExxonMobil, no bloco Área 4 e pelo norte-americano Anadarko Petroleum no bloco Área 1 estão a investir milhares de milhões de dólares nos projectos, sendo que o primeiro já tem data de início anunciada, 2023, estando a plataforma flutuante que vai extrair e processar o gás já em construção num estaleiro da Coreia do Sul, da Samsung Heavy Industries.

No que respeita ao projecto liderado pela Anadarko, o seu cliente mais recente é a Tohoku Electric, do Japão, que em Outubro passado acordou a compra anual de até 280 mil toneladas durante um período de 15 anos, depois em Junho ter sido alcançado um acordo de uma dimensão bem maior com a Centrica do Reino Unido e a Tokyo Gas, do Japão, para fornecer 2,6 milhões de toneladas por um período de tempo que pode exceder 20 anos.

No momento em que a quantidade suficiente da produção estiver vendida, o consórcio deverá começar a construir as duas primeiras unidades de processamento de gás, tendo o plano de desenvolvimento sido já aprovado pelo governo de Moçambique e a decisão final de investimento estar prevista para o primeiro semestre de 2019.

O projecto do bloco Área 1 é operado pelo grupo Anadarko através da Anadarko Moçambique Área 1, Ltd, uma subsidiária controlada a 100%, com uma participação de 26,5%, a ENH Rovuma Área Um, subsidiária da estatal Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com 15%, Mitsui E&P Mozambique Area1 Ltd. (20%), ONGC Videsh Ltd. (10%), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10%), and PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8,5%).

O bloco Área 4 tem como participantes a Mozambique Rovuma Ventures, uma parceria detida pelos grupos ExxonMobil, ENI e China National Petroleum Corporation, que em conjunto controlam 70%, estando os restantes 30% divididos em partes iguais entre o grupo português Galp Energia, sul-coreano Kogas e a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos. (Macauhub)

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