Presidente da China inicia terça-feira visita de dois dias a Portugal

3 December 2018

Portugal é um ponto importante de ligação entre a Rota da Seda Terrestre e a Rota da Seda Marítima e por isso um aliado muito prezado pela China, escreveu o Presidente chinês Xi Jinping, em texto publicado na edição impressa do Diário de Notícias.

Sob o título “Uma amizade que transcende o tempo e o espaço, uma parceria voltada para o futuro”, Xi Jinping, que terça-feira inicia uma visita de Estado a Portugal, lança o desafio de aprofundar as relações, que diz serem já muito fortes e com cinco séculos de história.

“As duas partes podem fazer bom uso das oportunidades trazidas pela construção da Faixa e Rota, continuar a reforçar e a fazer crescer os projectos existentes, aproveitar bem as plataformas como a Exposição Internacional de Importação da China, aumentar as trocas comerciais e criar novos pontos de crescimento para a cooperação nas áreas como automóveis, novas energias, finanças e a construção de portos, entre outras”, pode ler-se no texto publicado no semanário.

Xi Jinping, que estará em Portugal terça e quarta-feira, refere-se ainda à necessidade de cooperação em mercados terceiros, a fim de obter benefícios mútuos e ganhos compartilhados numa esfera mais ampla.

De entre as várias parcerias sugeridas pelo Presidente chinês no artigo publicado na edição impressa do Diário de Notícias destaca-se a dedicada à chamada economia azul, aproveitando, como sublinha Xi, “o facto de Portugal ser conhecido como terra da navegação.”

“Vamos desenvolver activamente a Parceria Azul, encorajar o reforço da cooperação nas áreas de pesquisas científicas relacionadas com o mar, a exploração e a protecção do mar e logística portuária, entre outras, desenvolvendo a economia azul, fazendo com que os vastos mares beneficiem as nossas futuras gerações”, pode ler-se.

Xi Jinping, Presidente da China desde 2012, relembra a cooperação económica durante o período da crise financeira, “quando uma após a outra as empresas chinesas investiram em Portugal e, ao expandirem os seus negócios fora da China, contribuíram para a criação de postos de trabalho e para o desenvolvimento sócio-económico de Portugal.”

O Presidente da China não esqueceu a cooperação cultural neste texto recordando que em Portugal há já quatro Institutos Confúcio, enquanto na China há 17 universidades com cursos de língua portuguesa. (Macauhub)

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