São Tomé e Príncipe procura aumentar receitas turísticas

14 December 2018

São Tomé e Príncipe tem todos os atributos para ser um destino de nicho para turistas de maiores posses, não sendo nunca um destino turístico de massas devido à sua dimensão diminuta, escreveu o China Lusophone Brief (CLBrief).

Os atractivos naturais incluem florestas verdejantes, quedas de água espectaculares, uma linha de costa de sonho e longos areais, em que se incluem a praia Banana na ilha do Príncipe e a praia dos Tamarindos na ilha de São Tomé, além de uma coluna de magma com 663 metros de altura, prova das origens vulcânicas do arquipélago.

Os diversos governos, como o actual que tomou posse a 3 de Dezembro, pretendem conseguir o desenvolvimento do sector turístico, tanto pelas receitas que proporciona bem como pelo emprego que representa, mas mais fundamentalmente pela diversificação económica que significa, num país dependente praticamente do cacau e em menor grau do café.

São Tomé e Príncipe recebe actualmente apenas 13 mil turistas por ano, insuficiente para proporcionar um crescimento económico de 6,0% mencionado pelo Fundo Monetário Internacional como a taxa mínima para reduzir os níveis de pobreza que se registam no país.

As mais recentes previsões do FMI indicam um crescimento económico de 4,0% em 2018 e de 5,0% nos anos seguintes, que, no entanto, está dependente da introdução de reformas por parte do governo, incluíndo o aumento da receita fiscal e a reforma do sector bancário a fim de reduzir o nível elevado de crédito malparado.

Para receber mais turistas São Tomé e Príncipe necessita de mais e melhores infra-estruturas, com o Banco Mundial ser mais importante expandir ou substituir o actual terminal de passageiros do aeroporto do que proceder ao alongamento da pista e a mencionar igualmente ser necessário aplicar pelo menos 35 milhões de dólares na modernização do porto de Santo António.

Problemas existem igualmente a nível do abastecimento de água potável e de energia eléctrica, sendo que a estatal que gere estas duas áreas, a Empresa de Água e Electricidade, apresenta défices consecutivos, como em 2016, em que o fornecimento de energia proporcionou uma receita de 11,6 milhões de dólares, com as despesas a terem-se cifrado em 24,9 milhões de dólares.

O anterior governo, bem como provavelmente o actual, aguardava que Pequim concedesse financiamento para projectos de infra-estruturas, caso do aeroporto internacional e do porto, depois de retomado relações diplomáticas com a China em detrimento de Taiwan, em Dezembro de 2016.

Em Janeiro último, o ministro dos Negócios Estrangeiros Wang Yi, de visita ao arquipélago, disse que o governo chinês estava na disposição de investir na construção de um porto de águas profundas e em outros projectos de infra-estruturas, mas fez depender esse financiamento da conclusão de estudos de viabilidade económica. (Macauhub)

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