Decisão final de investimento do bloco Área 4, em Moçambique, prevista para 2019

31 December 2018

A decisão final de investimento do bloco Área 4 da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, deverá ocorrer em 2019, depois de os parceiros envolvidos no projecto terem assumido o compromisso de comprar o gás natural a extrair, informou o grupo italiano ENI.

O bloco em questão, na província setentrional de Cabo Delgado, tem como parceiros os grupos italiano ENI, norte-americano ExxonMobil e China National Petroleum Corporation (CNPC), que em conjunto controlam 70%, além da estatal Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, Kogas da Coreia do Sul e Galp Energia de Portugal, com participações unitárias de 10%.

O compromisso está sujeito à conclusão de acordos totalmente firmados, que serão concluídos e rubricados ao longo das próximas semanas, e condicionados à aprovação do Governo de Moçambique, refere um comunicado da ENI, colocado na sua página electrónica.

“A equipa de comercialização de gás natural liquefeito trabalhou num ritmo acelerado para alcançar este importante marco, um feito tremendo que foi possível graças ao envolvimento dos parceiros da Área 4 e do apoio do governo de Moçambique,” disse Peter Clarke, presidente da ExxonMobil Gas and Power Marketing Company.

Massimo Mantovani, director de comercialização de gás da ENI disse, por seu turno, que “estes compromissos são um passo importante para o projecto do Rovuma e constituem uma base sólida para garantir o financiamento do projecto. Esta conquista destaca a força da nossa parceria e o compromisso com o desenvolvimento dos recursos naturais de Moçambique.”

O consórcio Mozambique Rovuma Venture (MRV) submeteu em Julho passado ao governo moçambicano o plano de desenvolvimento da primeira fase do projecto Rovuma LNG, que irá produzir, liquefazer e comercializar gás natural a partir dos campos Mamba localizados no bloco Área 4.

A ExxonMobil conduzirá a construção e operação da liquefacção de gás natural e instalações relacionadas em nome do consórcio da Área 4, enquanto a ENI vai liderar a construção e operação das instalações de montante. (Macauhub)

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