Economia não-petrolífera de Timor-Leste deverá crescer 5,0% em 2019

29 January 2019

A taxa de crescimento da economia não-petrolífera de Timor-Leste deverá rondar 5,0% em 2019, depois de dois anos de incertezas políticas que afectaram de forma negativa a actividade económica, é uma das previsões de uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que visitou o país de 14 a 25 de Janeiro.

O documento elaborado pela missão e divulgado recentemente em Washington refere que a despesa pública continuará a depender da retirada de verbas do Fundo Petrolífero, uma vez que as fontes de rendimento do Estado permanecem com pouca dimensão.

Os membros da missão, que foi liderada por Niklas Westelius, defendem a necessidade de se elaborar uma estratégia fiscal que permita assegurar a sustentabilidade fiscal a longo prazo e que em simultâneo permita proteger os activos actualmente detidos pelo Fundo Petrolífero.

“Deve ser dada prioridade ao investimento continuado em infra-estruturas, educação e cuidados de saúde e os agentes políticos devem acelerar a introdução de reformas estruturais a fim de que seja possível fomentar a diversificação económica e a criação de postos de trabalho”, pode ler-se no comunicado.

O documento divulgado em Washington volta a mencionar as incertezas políticas que poderão colocar em causa as previsões efectuadas a curto prazo, sendo que a médio prazo os progressos insuficientes para diversificar a economia e criar postos de trabalho  no sector privado poderão ter consequências negativas no mercado de trabalho.

“Além disso, com as receitas dos campos petrolíferos activos a deverem terminar em 2022, os saques continuados do Fundo Petrolífero poderão colocar em perigo a sustentabilidade fiscal a longo prazo, tendo a equipa do FMI sublinhado a necessidade de assegurar a sustentabilidade fiscal a longo prazo e de salvaguardar os activos daquele Fundo.

O comunicado adianta que essa estratégia fiscal deverá centrar-se no fortalecimento do controlo e eficiência das despesas, com a mobilização de receita fiscal interna através da introdução do Imposto sobre o Valor Acrescentado e com a utilização efectiva de financiamentos em condições preferenciais. (Macauhub)

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