Governo de Angola quer que país seja auto-suficiente em produtos alimentares

29 January 2019

O governo de Angola pretende que o Programa de Apoio à Produção Nacional, Diversificação das Exportações e Substituição de Importações (Prodesi) represente o ponto de viragem para o aumento da produção nacional e torne o país auto-suficiente em bens alimentares, afirmou segunda-feira em Luanda o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social.

Manuel Nunes Júnior disse ainda que o país tem, numa primeira fase, de ser auto-suficiente em termos alimentares, “temos de deixar de importar produtos alimentares de amplo consumo popular”, na sessão de abertura do ciclo de palestras sobre Medidas de Apoio ao Aumento da Produção Nacional.

Para ilustrar o quadro de dependência quase total do exterior, em relação aos bens de grande consumo, informou que entre 2016 e 2017 o valor médio de importações dos bens do cabaz básico atingiu cerca de 1,5 mil milhões de dólares, sem incluir os custos de transporte e seguros.

Produtos como o arroz, farinha de milho, farinha de trigo, açúcar, óleo alimentar e óleo de palma tinham, em 2016, maior peso na importação dos produtos do cabaz básico, correspondendo a cerca de 60% das importações.

O ministro referiu que o Governo, consciente de que o país dispõe ainda de um sector produtivo fraco, aprovou um Plano de Acção, no âmbito do Prodesi, com vista a aumentar a produção e a competitividade interna e para que não haja uma actuação dispersa, foram seleccionados 54 produtos para os quais os empresários nacionais deverão estar focados.

Depois da capital, haverá lugar a palestras regionais nas províncias de Benguela, Huambo, Bié, Moxico, Huíla, Uíge e Cabinda, com associações empresariais locais, com vista a recolher subsídios e informar os passos que estão a ser dados para melhorar o ambiente de negócios e a competitividade da produção nacional.

A seguir às palestras regionais, Luanda acolhe em Março próximo a conferência nacional sobre as medidas de apoio à produção nacional, segundo um comunicado do Ministério da Economia e Planeamento. (Macauhub)

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