Angola quer assegurar a lapidação de 20% dos diamantes extraídos no país

13 February 2019

A lapidação de 20% dos diamantes extraídos em Angola vai ser assumida, em breve, pelo sector privado nacional, sendo os restantes 80% exportados em bruto, afirmou terça-feira o o ministro dos Recursos Minerais e Petróleo.

Diamantino Azevedo disse que esta realidade, enquadrada na nova política oficial de produção e comercialização de diamantes, visa facilitar a inserção da indústria angolana nos principais produtores da região, com o aparecimento gradual de empresas e infra-estruturas de qualidade.

“A aprovação da nova política de comercialização de diamantes em bruto, em Julho de 2018, visa incentivar novos investimentos na transformação dos diamantes extraídos em Angola, fomentar a criação de fábricas de lapidação e a criação de postos de trabalho”, referiu o ministro, citado pela agência noticiosa Angop.

O ministro, que usava da palavra na cerimónia de inauguração da fábrica de lapidação de diamantes da empresa Stone Polished Diamond, acrescentou que o ministério e a Empresa Nacional de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam) estão a criar as condições para a instalação de mais lapidarias, de preferência nas províncias onde os diamantes existem, “com o apoio institucional do governo.”

A Stone Polished Diamond, cujas instalações ocupam 400 metros quadrados, representa um investimento superior a 5,0 milhões de dólares, 10% dos quais foram assegurados pela Sodiam, estando previsto a lapidação de 2000 quilates por mês no decurso do primeiro no de funcionamento, com o processamento de diamantes de três a dez quilates e algumas pedras especiais.

Esta nova fábrica junta-se à Angola Polishing Diamond, inaugurada em Luanda em 2015, com capacidade de processar anualmente diamantes no valor de cerca de 240 milhões de dólares, numa parceria entre a Sodiam e a firma LLD Diamonds, do grupo israelita Lev Leviev, o maior lapidador mundial de diamantes. (Macauhub)

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