Economia de Angola deverá crescer à taxa de 1,9% em 2019, depois da contracção de 2018

15 February 2019

A economia de Angola, que continuará a depender da indústria petrolífera, deverá registar este ano um crescimento de 1,9%, depois de em 2018 ter-se registado uma contracção de 0,7%, segundo a Economist Intelligence Unit (EIU).

O mais recente relatório da EIU sobre Angola antecipa para o período 2019/2023 um crescimento económico médio de 2,6% ao ano, que compara de forma positiva com a taxa média de 1,4% registada no período entre 2014 e 2018.

Parte do crescimento da economia angolana deverá ficar a dever-se ao início da exploração do campo petrolífero Kaombo, conjugado com o aumento da despesa pública e do consumo das famílias e das empresas.

Mencionando a necessidade da introdução de reformas estruturais, o documento menciona o facto de a elite política do país ter-se historicamente oposto a tais mudanças, mas menciona o “apetite maior do que antecipado” do actual Presidente da República em proceder a mudanças significativas.

O documento adianta que a valorização do dólar, combinada com um sentimento fraco dos investidores relativamente aos mercados emergentes, bem como o próprio cenário económico do país, vão continuar a pesar sobre a moeda angolana, o kwanza, que deverá continuar a desvalorizar-se face às principais divisas até 2023.

A taxa de inflação, que registou uma subida em 2018 devido à desvalorização da moeda, deverá manter-se em valores elevados ao longo do período em análise devido, precisamente, à fraqueza demonstrada pelo kwanza.

O défice orçamental deverá apresentar valores negativos desde 2019, com menos 1,5% do Produto Interno Bruto, até 2023, com menos 2,6% e a balança com o exterior deverá igualmente apresentar valores abaixo de zero até final do período em análise.

A formação bruta de capital fixo deverá manter-se a níveis reduzidos, oscilando entre um crescimento máximo de 4,8 em 2019 e mínimo de 3,7% em 2021. (Macauhub)

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